Definição
DANFE é a sigla de Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica, a representação impressa ou em PDF de uma NF-e já autorizada. Ele resume os dados da operação, traz a chave de acesso para consulta e acompanha a mercadoria no transporte, mas não substitui o arquivo XML, que é o documento fiscal válido.
Também conhecido como: DANFE, Documento Auxiliar da NF-e, Documento auxiliar da nota fiscal eletrônica, Danfe
O que é o DANFE e para que serve?
O DANFE é uma espécie de espelho da NF-e. A nota fiscal eletrônica existe de verdade como um arquivo digital (XML) assinado e autorizado pela SEFAZ, que é difícil de ler para uma pessoa comum. O DANFE organiza essas informações em um formato visual, fácil de conferir.
Na prática, ele serve para acompanhar a mercadoria durante o transporte, permitir que fiscais e o destinatário identifiquem rapidamente a nota e facilitar a conferência no recebimento. Com a chave de acesso impressa nele, qualquer pessoa pode consultar a nota original nos canais oficiais.
Qual a diferença entre DANFE e NF-e?
A NF-e é o documento fiscal em si: um arquivo XML com assinatura digital, autorizado pela SEFAZ. O DANFE é apenas uma representação auxiliar desse arquivo. Por isso, um DANFE só faz sentido depois que a NF-e recebe a autorização de uso.
Uma consequência importante: guardar apenas o PDF do DANFE não basta. Tanto o emitente quanto o destinatário precisam armazenar o XML, que é o que tem validade jurídica e é exigido em fiscalizações e na escrituração.
O que aparece no DANFE?
O DANFE reúne os dados essenciais da operação: identificação do emitente e do destinatário, natureza da operação, número e série da nota, chave de acesso de 44 dígitos com código de barras, protocolo de autorização, lista de produtos com NCM, CFOP e quantidades, valores totais, impostos como ICMS e IPI, dados do transporte e informações complementares.
O leiaute segue regras definidas na documentação oficial da NF-e, com variações como o formato retrato, o formato paisagem e versões simplificadas usadas em situações específicas, como etiquetas.
Quando o DANFE precisa ser impresso?
A impressão é exigida principalmente quando há circulação física de mercadorias: o DANFE deve acompanhar a carga até o destino. Em operações sem transporte de mercadoria, o envio do XML e do PDF por meio eletrônico costuma ser suficiente.
Em condições normais, ele pode ser impresso em papel comum. Em algumas modalidades de contingência, porém, as regras podem exigir procedimentos ou formulários específicos, então vale consultar a orientação vigente.
Como o DANFE é gerado em uma emissão por API?
Em uma integração fiscal, o sistema da empresa envia os dados da venda para a API, que monta o XML, assina, transmite à SEFAZ e acompanha o retorno. Quando a nota é autorizada, a própria plataforma gera o DANFE a partir do XML autorizado e devolve o PDF ao sistema de origem.
Assim, o ERP ou marketplace não precisa desenhar o documento nem se preocupar com regras de leiaute: basta receber o PDF pronto, por consulta de status ou webhook, e disponibilizá-lo ao cliente ou à expedição.
Qual a diferença entre DANFE, DANFCE, DACTE e DAMDFE?
Cada documento fiscal eletrônico tem seu próprio documento auxiliar. O DANFE representa a NF-e, usada em vendas de produtos entre empresas e em diversas outras operações. O DANFCE representa a NFC-e, a nota do varejo ao consumidor final, normalmente em formato de cupom com QR Code.
Já o DACTE é a representação do CT-e, usado no transporte de cargas, e o DAMDFE representa o MDF-e, o manifesto que reúne os documentos de uma viagem. A lógica é a mesma: todos são auxiliares, e o valor fiscal está no XML autorizado.
Exemplos de DANFE
- Uma distribuidora emite a NF-e de uma venda pelo ERP, recebe o PDF do DANFE pela API e o imprime para seguir junto com as caixas no caminhão.
- Um marketplace disponibiliza ao comprador, na área de pedidos, o link para baixar o DANFE e o XML da nota emitida pelo vendedor.
- No recebimento da mercadoria, o almoxarife lê o código de barras do DANFE para localizar a NF-e e conferir itens e quantidades.
- Um contador solicita os XMLs do mês ao cliente e explica que os PDFs dos DANFEs, sozinhos, não servem para a escrituração fiscal.
Perguntas frequentes
O DANFE é a nota fiscal?
Não. O DANFE é apenas uma representação gráfica da NF-e. A nota fiscal válida é o arquivo XML assinado digitalmente e autorizado pela SEFAZ.
Posso enviar só o PDF do DANFE ao cliente?
O recomendado é enviar o XML junto com o PDF. Empresas destinatárias precisam guardar o XML, pois é ele que comprova a operação perante o fisco.
É possível gerar o DANFE de uma nota rejeitada?
Não deveria. O DANFE representa uma NF-e autorizada e inclui o protocolo de autorização. Uma nota rejeitada precisa ser corrigida e reenviada antes de gerar o documento auxiliar.
Como verificar se um DANFE é verdadeiro?
Basta consultar a chave de acesso impressa no documento nos canais oficiais de consulta da NF-e e comparar os dados exibidos com os do papel ou PDF.
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