Definição
X.509 é o padrão internacional que define o formato dos certificados digitais, ou seja, os arquivos eletrônicos que ligam uma identidade, como uma empresa ou um site, a uma chave criptográfica. No Brasil, os certificados ICP-Brasil usados para assinar NF-e, NFC-e, CT-e e MDF-e seguem esse padrão.
Também conhecido como: X.509 certificate, Certificado X.509, Padrão X.509, Certificado digital X.509
O que é um certificado X.509?
Um certificado X.509 funciona como uma carteira de identidade digital. Ele diz quem é o titular, quem emitiu o documento, até quando ele vale e qual é a chave pública associada a esse titular. Qualquer sistema que receba o certificado consegue ler essas informações e conferir se ele é confiável.
O nome X.509 vem de uma recomendação da ITU-T, organismo internacional de padronização em telecomunicações. Por ser um padrão aberto e amplamente adotado, o mesmo formato é usado em sites com HTTPS, em assinaturas de e-mails e em documentos fiscais eletrônicos. A versão usada hoje na prática é a versão 3, que permite incluir campos extras chamados extensões.
Quais informações um certificado X.509 contém?
Os campos principais são: número de série, titular (subject), emissor (issuer), período de validade, chave pública do titular e a assinatura da autoridade certificadora que emitiu o certificado. Nas extensões podem aparecer dados como o uso permitido da chave e, no caso dos certificados ICP-Brasil para empresas, o CNPJ do titular.
A chave privada não fica dentro do certificado. Ela é guardada separadamente pelo titular e é usada para assinar. O certificado carrega apenas a chave pública, que permite a qualquer pessoa verificar essa assinatura sem conseguir reproduzi-la.
Como o X.509 é usado na emissão de documentos fiscais?
Ele aparece em dois momentos. O primeiro é a assinatura digital do XML: o emitente assina o arquivo da NF-e, NFC-e, CT-e ou MDF-e com a chave privada, e o próprio certificado X.509 é incluído no XML, dentro do bloco da assinatura, para que a SEFAZ confira quem assinou e se o conteúdo não foi alterado.
O segundo é a conexão segura com os servidores do fisco. Os webservices da SEFAZ exigem autenticação mútua (mTLS), em que o sistema emissor apresenta seu certificado X.509 durante a conexão TLS. Na NFS-e, as exigências variam conforme a prefeitura ou o Padrão Nacional.
Em uma API fiscal, o sistema do cliente normalmente envia o certificado uma vez, e a plataforma passa a usá-lo automaticamente para assinar e transmitir cada documento, além de avisar quando a validade estiver perto do fim.
Qual a diferença entre X.509, certificado A1 e arquivo PFX?
X.509 é o padrão que define a estrutura do certificado. Certificado A1 é um tipo de certificado ICP-Brasil, no formato X.509, que fica armazenado em arquivo no computador ou servidor, ao contrário do A3, que fica em token ou cartão. Já o PFX (também chamado P12 ou PKCS#12) é o formato de arquivo que empacota o certificado X.509 junto com a chave privada, protegido por senha.
Existem ainda outros formatos de arquivo para o mesmo certificado, como PEM (texto) e DER (binário). Eles mudam apenas a forma de gravar os dados, não o conteúdo do certificado.
Por que a validade e a cadeia de certificação importam?
Todo certificado X.509 tem data de início e de fim. Depois de vencido, ele não serve mais para assinar, e a SEFAZ rejeita os documentos. Por isso, acompanhar a data de expiração é uma rotina essencial em quem emite notas.
Além disso, a confiança no certificado depende da cadeia de certificação: o certificado da empresa é assinado por uma autoridade certificadora, que por sua vez é reconhecida por uma autoridade raiz. Se algum elo dessa cadeia não for reconhecido ou o certificado tiver sido revogado, a validação falha.
Exemplos de X.509
- Um ERP envia para a API fiscal o arquivo PFX da empresa em Base64, junto com a senha; a plataforma extrai o certificado X.509 e passa a assinar as NF-e daquele CNPJ.
- Ao abrir o XML de uma NF-e autorizada, o desenvolvedor encontra a tag X509Certificate dentro da assinatura, contendo o certificado público do emitente codificado em Base64.
- Um marketplace com vários vendedores recebe um alerta no Console de que o certificado X.509 de um dos CNPJs vence em 15 dias e solicita a renovação antes que as emissões sejam rejeitadas.
- Durante a integração, uma requisição à SEFAZ falha porque o servidor não apresentou o certificado X.509 do cliente na conexão mTLS.
Perguntas frequentes
Todo certificado digital ICP-Brasil é X.509?
Sim. Os certificados da ICP-Brasil, sejam A1 ou A3, seguem o padrão X.509 versão 3, com extensões específicas definidas pela infraestrutura brasileira, como a identificação do CNPJ ou CPF do titular.
Posso compartilhar meu certificado X.509 com outras pessoas?
A parte pública do certificado pode circular sem risco, pois ela já vai dentro dos XMLs assinados. O que deve ser protegido é a chave privada e o arquivo PFX com sua senha, que permitem assinar em nome da empresa.
Como saber até quando meu certificado X.509 é válido?
A data de validade fica gravada no próprio certificado e pode ser lida abrindo o arquivo no sistema operacional, com ferramentas como OpenSSL ou no painel da plataforma de emissão que o utiliza.
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