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RPS

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Definição

RPS, ou Recibo Provisório de Serviços, é um documento emitido pelo prestador de serviço para registrar uma prestação de forma temporária, até que ela seja convertida em NFS-e pela prefeitura. É usado em integrações por lote e em situações em que a nota não pode ser gerada na hora, com prazo de conversão definido por cada município.

Também conhecido como: RPS, Recibo Provisório de Serviços, Recibo Provisório de Serviço

O que é o RPS e para que serve?

O RPS é um comprovante provisório de que um serviço foi prestado. Ele não tem validade fiscal definitiva. Sua função é registrar a operação até que a prefeitura gere a nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) correspondente.

Ele surgiu porque nem sempre é possível emitir a NFS-e no momento do atendimento, seja por falta de conexão, por instabilidade no sistema da prefeitura ou porque o sistema do prestador envia as notas em lotes. Com o RPS, o prestador entrega um comprovante ao cliente e regulariza a situação depois.

Como funciona a conversão do RPS em NFS-e?

O prestador gera o RPS com uma numeração própria, normalmente composta por número, série e tipo. Depois, envia esse RPS à prefeitura, individualmente ou em lote, por meio do sistema municipal ou de um webservice.

A prefeitura valida as informações e, se estiver tudo certo, gera a NFS-e, que recebe um número oficial e passa a ter validade fiscal. A nota fica vinculada ao RPS que a originou, permitindo rastrear a operação. Se houver erro, o envio é rejeitado e o RPS precisa ser corrigido e reenviado.

Cada município define o prazo para essa conversão. Um RPS não convertido dentro do prazo pode ser considerado irregular e sujeitar o prestador a penalidades previstas na legislação local.

Qual a diferença entre RPS e NFS-e?

A NFS-e é o documento fiscal oficial, com validade jurídica, número atribuído pela prefeitura e código de verificação. O RPS é apenas um registro temporário, numerado pelo próprio prestador, que serve de base para gerar a NFS-e.

Na prática, o RPS é o pedido e a NFS-e é o resultado. O cliente pode receber o RPS no momento do serviço, mas o documento que vale para fins de tributação e contabilidade é a NFS-e gerada a partir dele.

Qual a diferença entre RPS e DPS?

O RPS é típico dos modelos municipais de NFS-e, especialmente os baseados no padrão ABRASF, adotado por muitas prefeituras. Cada município pode ter variações de leiaute e de regras.

No Padrão Nacional da NFS-e, o papel equivalente é exercido pela DPS (Declaração de Prestação de Serviço), que é enviada para gerar a nota no ambiente nacional. Os dois conceitos são parecidos, mas pertencem a modelos diferentes, e o que se usa depende de como o município de cada prestador emite suas notas.

Como o RPS aparece na emissão de NFS-e por API?

Em uma integração por API, o sistema do cliente, como um ERP ou plataforma de vendas, envia os dados do serviço, e a API monta o RPS no formato exigido pela prefeitura, transmite e acompanha o processamento até a NFS-e ser autorizada ou rejeitada.

Como a conversão costuma ser assíncrona, é comum consultar o status por polling ou receber o resultado por webhook. Controlar bem a numeração do RPS também é importante para evitar duplicidade, já que reenviar um RPS com o mesmo número pode gerar rejeição ou notas repetidas.

Exemplos de RPS

  • Uma clínica sem internet no momento do atendimento entrega ao paciente um RPS impresso e, no mesmo dia, envia o recibo à prefeitura para gerar a NFS-e.
  • Um software de gestão de academias acumula os RPS das mensalidades do dia e os transmite em um único lote à prefeitura no fim do expediente.
  • Um ERP integrado a uma API fiscal envia os dados de um serviço de consultoria; a API gera o RPS com número e série, transmite ao município e devolve ao ERP o XML e o PDF da NFS-e autorizada.
  • Um RPS enviado com o código de serviço incorreto é rejeitado pela prefeitura; o sistema corrige o campo e reenvia o recibo para conversão.

Perguntas frequentes

O RPS substitui a nota fiscal de serviço?

Não. O RPS é provisório e precisa ser convertido em NFS-e dentro do prazo definido pelo município. Somente a NFS-e tem validade fiscal definitiva.

Quem define o prazo para converter o RPS?

Cada prefeitura define seu próprio prazo na legislação municipal. Por isso, o prestador deve consultar as regras do município onde está inscrito.

Todo município usa RPS?

Não necessariamente. Muitos modelos municipais usam RPS, mas municípios que aderiram ao Padrão Nacional da NFS-e trabalham com a DPS, que cumpre papel semelhante.

Posso reaproveitar o número de um RPS?

Não. A numeração do RPS deve ser sequencial e única por série. Repetir um número pode causar rejeição ou duplicidade de notas.

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