# Origem da mercadoria

> Origem da mercadoria é o código de um dígito, de 0 a 8, informado em cada item da NF-e e da NFC-e para indicar se o produto é nacional ou estrangeiro. Para produtos nacionais, também mostra quanto conteúdo importado eles têm. A informação acompanha o CST ou o CSOSN e influencia a alíquota do ICMS, principalmente em operações entre estados.

**Também conhecido como:** Código de origem da mercadoria, Origem do produto, Campo orig da NF-e, Goods origin

**Glossário:** [Glossário de A a Z](https://conota.dev/glossario/) · **Letra:** O

## O que é a origem da mercadoria na nota fiscal?

A origem da mercadoria é um campo obrigatório que acompanha cada produto em notas fiscais de venda, como a NF-e e a NFC-e. Ela informa ao Fisco se o item foi fabricado no Brasil ou veio do exterior. Se veio de fora, mostra se a própria empresa fez a importação ou se comprou o produto de outra empresa no mercado brasileiro.

No arquivo XML da nota, essa informação fica dentro do grupo de tributação do ICMS de cada item, na tag chamada orig. Ela é registrada separadamente, mas faz parte da classificação tributária do produto, junto com o CST, para empresas do regime normal, ou com o CSOSN, para optantes pelo Simples Nacional.

## Quais são os códigos de origem da mercadoria?

Os códigos vão de 0 a 8. O código 0 indica produto nacional, exceto nos casos dos códigos 3, 4, 5 e 8. O código 1 indica produto estrangeiro importado diretamente pela empresa. O código 2 indica produto estrangeiro comprado no mercado interno. Os códigos 6 e 7 repetem essas duas situações para produtos sem similar nacional que constam em lista da CAMEX, além do gás natural.

Os demais códigos tratam de produtos nacionais com conteúdo importado. O código 5 vale para conteúdo de importação de até 40%. O código 3 vale para conteúdo acima de 40% e até 70%. O código 8 vale para conteúdo acima de 70%. O código 4 indica produto nacional fabricado conforme os chamados Processos Produtivos Básicos (PPB), previstos na legislação.

## Por que a origem da mercadoria é importante?

O principal efeito aparece nas operações interestaduais. Produtos importados, ou nacionais com mais de 40% de conteúdo importado, costumam ter alíquota interestadual de ICMS reduzida para 4%, com algumas exceções. Por isso, um código de origem errado pode levar ao cálculo errado do imposto.

A origem também ajuda o Fisco a cruzar informações entre a importação, a revenda e a industrialização do produto. Quando o código não combina com a alíquota usada ou com outros campos da nota, a empresa pode receber uma rejeição fiscal na hora da emissão ou ter problemas em fiscalizações futuras.

## O que é a FCI e quando ela aparece junto com a origem?

A FCI, ou Ficha de Conteúdo de Importação, é uma declaração feita pelo fabricante para informar qual percentual do produto nacional é formado por insumos importados. Esse percentual define se o item recebe o código de origem 3, 5 ou 8.

Quando a FCI é exigida, a NF-e traz o número da ficha em um campo próprio do item. Assim, quem compra o produto pode conferir de onde vem a informação de origem. Empresas que revendem produtos com conteúdo importado precisam repassar corretamente o código recebido do fornecedor.

## Como a origem da mercadoria é informada em uma emissão por API?

Em uma integração fiscal, o ERP ou a plataforma de vendas costuma guardar a origem no cadastro de cada produto, ao lado do NCM, do GTIN e da regra de tributação. Na hora de emitir, esse valor vai no payload de emissão de cada item, normalmente como um número inteiro de 0 a 8.

A API fiscal monta o XML, valida as informações conforme o leiaute vigente e envia a nota para a SEFAZ. Se a origem estiver ausente ou fora dos valores permitidos, o retorno indica erro de validação. Por isso, vale manter o cadastro de produtos revisado, sobretudo quando o fornecedor ou a forma de compra muda.

## Exemplos de Origem da mercadoria

- Uma indústria de São Paulo fabrica cadeiras apenas com matéria-prima nacional e informa origem 0 nos itens da NF-e de venda para um cliente em Minas Gerais.
- Uma distribuidora importa diretamente fones de ouvido. Na revenda para outro estado, informa origem 1 e aplica a alíquota interestadual de ICMS de 4%.
- Um e-commerce compra relógios importados de um distribuidor brasileiro e emite a NFC-e para o consumidor final com origem 2 em cada item.
- Um ERP integrado à API fiscal busca no cadastro do produto o código de origem 5 e o número da FCI e envia os dois no payload de emissão da NF-e.

## Perguntas frequentes

### A origem da mercadoria é a mesma coisa que o CST?

Não. A origem é um campo separado, de um dígito. Na prática, porém, ela costuma ser lida junto com o CST ou com o CSOSN para formar a classificação tributária completa do item no ICMS.

### Empresas do Simples Nacional também informam a origem?

Sim. Optantes pelo Simples Nacional usam o CSOSN no lugar do CST, mas continuam obrigados a informar o código de origem em cada produto da NF-e e da NFC-e.

### Quem revende um produto pode mudar o código de origem?

A origem depende da natureza do produto e da forma como ele foi adquirido. Um item importado diretamente, por exemplo, recebe código 1 na primeira venda. Quem o compra no Brasil e revende usa código 2. Em caso de dúvida, consulte a contabilidade.

### O que acontece se a origem for informada errada?

A nota pode ser rejeitada se o valor for inválido. Se ela for autorizada com um código incorreto, o ICMS pode ser calculado errado, o que pode gerar diferenças de imposto e exigir correções fiscais.

## Termos relacionados

- [CST](https://conota.dev/glossario/cst.md)
- [CSOSN](https://conota.dev/glossario/csosn.md)
- [Grupo de tributação do ICMS](https://conota.dev/glossario/grupo-de-tributacao-do-icms.md)
- [Operação interestadual](https://conota.dev/glossario/operacao-interestadual.md)
- [ICMS](https://conota.dev/glossario/icms.md)
- [NCM](https://conota.dev/glossario/ncm.md)

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Fonte: [Origem da mercadoria](https://conota.dev/glossario/origem-da-mercadoria/) · Atualizado em 2026-10-22
