# HTTP

> HTTP é o protocolo de comunicação que define como um cliente, como um navegador ou um sistema de gestão, envia pedidos a um servidor e recebe respostas pela internet. Ele organiza essas mensagens com métodos, endereços, cabeçalhos, corpo e códigos de status, e é a base do funcionamento de sites e APIs, incluindo as APIs fiscais.

**Também conhecido como:** Protocolo HTTP, Protocolo de Transferência de Hipertexto, HTTP, Hypertext Transfer Protocol

**Glossário:** [Glossário de A a Z](https://conota.dev/glossario/) · **Letra:** H

## O que é HTTP, em palavras simples?

HTTP é um conjunto de regras que dois sistemas seguem para conversar pela internet. Um lado faz um pedido, chamado de requisição, e o outro devolve uma resposta. É como um formulário padronizado: os dois lados sabem onde fica cada informação e como interpretá-la.

A sigla vem de Hypertext Transfer Protocol, ou Protocolo de Transferência de Hipertexto. Ele nasceu para transportar páginas da web, mas hoje também é usado para trocar dados entre sistemas, como acontece quando um ERP envia uma nota fiscal para ser emitida por uma API.

## Como funciona uma requisição HTTP?

Toda requisição tem algumas partes básicas: um método, que indica a ação desejada; um endereço (URL), que aponta o recurso, como um endpoint de API; cabeçalhos, que levam informações extras, como o token de autenticação e o formato dos dados; e, quando necessário, um corpo com o conteúdo enviado, frequentemente em JSON.

O servidor processa o pedido e devolve uma resposta com um código de status, cabeçalhos e um corpo. Em uma API fiscal, esse corpo pode trazer o identificador do documento, seu status, o link para o XML ou o PDF, ou a descrição de um erro.

## Quais são os métodos HTTP mais usados?

Os métodos mais comuns são GET, para consultar informações; POST, para criar algo novo, como solicitar a emissão de uma NF-e; PUT e PATCH, para atualizar dados existentes; e DELETE, para remover um recurso. Cada API define quais métodos aceita em cada endpoint.

Na emissão fiscal, é comum usar POST para enviar o payload de emissão e GET para consultar o status do documento ou baixar o XML depois da autorização.

## O que significam os códigos de status HTTP?

Os códigos de status são números de três dígitos que resumem o resultado da requisição. Os iniciados em 2 indicam sucesso, como 200 (OK), 201 (criado) e 202 (aceito para processamento). Os iniciados em 4 indicam problema no pedido, como 400 (dados inválidos), 401 (não autenticado), 404 (não encontrado) e 429 (excesso de requisições). Os iniciados em 5 indicam falha do lado do servidor.

Um ponto importante na área fiscal: um código 2xx significa que a API recebeu o pedido, não necessariamente que a nota foi autorizada pela SEFAZ ou pela prefeitura. A autorização ou rejeição costuma ser informada depois, no status do documento.

## Qual a diferença entre HTTP e HTTPS?

HTTP transmite as mensagens sem criptografia, o que permite que alguém no caminho leia ou altere os dados. HTTPS é o mesmo protocolo funcionando sobre uma camada de segurança chamada TLS, que criptografa a comunicação e confirma a identidade do servidor.

Como integrações fiscais trafegam dados de empresas, valores, tokens e certificados, elas devem sempre usar HTTPS. Na prática, quando se fala em chamar uma API via HTTP, o tráfego real deve acontecer por HTTPS.

## Por que o HTTP é importante na emissão fiscal por API?

É pelo HTTP que o sistema do cliente envia os dados da venda, recebe a confirmação de recebimento e consulta o resultado da emissão. Também é por HTTP que costumam chegar os webhooks, avisos automáticos enviados pela API quando o status de um documento muda.

Entender métodos, cabeçalhos e códigos de status ajuda a tratar erros corretamente, configurar retentativas com backoff, respeitar limites de requisições e evitar emissões duplicadas com idempotência.

## Exemplos de HTTP

- Um ERP faz uma requisição POST para o endpoint de emissão de NFS-e, enviando os dados do serviço em JSON e o token no cabeçalho Authorization, e recebe o código 202 indicando que o pedido entrou na fila de processamento.
- Uma plataforma de vendas faz um GET periódico para consultar o status de uma NFC-e e, quando ele muda para autorizado, baixa o XML e o DANFCE.
- Uma integração recebe o código HTTP 401 porque a API Key expirou ou foi digitada errada, e o time técnico identifica rapidamente que o problema está na autenticação, não nos dados da nota.
- Um marketplace recebe o código 429 ao enviar muitas notas de uma vez e passa a espaçar as requisições usando backoff exponencial.

## Perguntas frequentes

### Receber código 200 significa que a nota foi autorizada?

Não necessariamente. O código HTTP indica que a API recebeu e processou o pedido. A autorização pela SEFAZ ou prefeitura é informada no status do documento, que pode ser consultado depois ou recebido por webhook.

### Posso integrar uma API fiscal usando HTTP sem o S?

Não é recomendado. Dados fiscais e credenciais precisam trafegar criptografados, por isso as integrações devem usar HTTPS, que protege a comunicação com TLS.

### HTTP é a mesma coisa que REST?

Não. HTTP é o protocolo de comunicação. REST é um estilo de construir APIs que normalmente usa HTTP, aproveitando seus métodos, URLs e códigos de status de forma organizada.

### Preciso saber programar para entender HTTP?

Não para entender o conceito. Saber o que são métodos, cabeçalhos e códigos de status já ajuda a interpretar erros e conversar com o time técnico sobre a integração.

## Termos relacionados

- [HTTPS](https://conota.dev/glossario/https.md)
- [REST](https://conota.dev/glossario/rest.md)
- [Endpoint de API](https://conota.dev/glossario/endpoint-de-api.md)
- [Header de autenticação](https://conota.dev/glossario/header-de-autenticacao.md)
- [JSON](https://conota.dev/glossario/json.md)
- [TLS](https://conota.dev/glossario/tls.md)

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Fonte: [HTTP](https://conota.dev/glossario/http/) · Atualizado em 2026-10-22
